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“Peçamos que Maria nos introduza na alegria pascal”, disse o Papa no Regina Coeli (Ter, 22 Abr 2014)
Vaticano, 21 Abr. 14 / 02:36 pm (ACI/EWTN Noticias).- Nesta Segunda-feira, no contexto da Oitava de Páscoa, o Papa Francisco presidiu a oração do Regina Caeli, e sublinhou que os cristãos podemos seguir desejando-nos Feliz Páscoa, como se o domingo de Ressurreição fosse um único dia. “É o grande dia que o Senhor fez.” “Boa […] Posts relacionados: Que a notícia da ressurreição de Cristo ressoe no mundo e Não se pode entender a vida cristã sem o Espírito Santo,… O Papa na Assunção da Virgem: Maria não nos deixa… Texto da Evangelii Gaudium do Papa Francisco lembra a forma… Bento XVI: O Cristianismo é o encontro com o Senhor…
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Dia Litúrgico:
Quarta-feira da 18ª semana do Tempo Comum



Evangelho
(
Mt
15,21-28):
Naquele tempo, Jesus foi para a região de
Tiro e Sidônia. Uma mulher Cananéia, vinda daquela região, pôs-se a gritar:
«Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim: minha filha é cruelmente
atormentada por um demônio!». Ele não lhe respondeu palavra alguma. Seus
discípulos aproximaram-se e lhe pediram: «Manda embora essa mulher, pois ela
vem gritando atrás de nós». Ele tomou a palavra: «Eu fui enviado somente às
ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante de
Jesus e começou a implorar: «Senhor, socorre-me!». Ele lhe disse: «Não fica bem
tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos». Ela insistiu: «É
verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa
de seus donos!». Diante disso, Jesus respondeu: «Mulher, grande é tua fé! Como
queres, te seja feito!». E a partir daquela hora, sua filha ficou curada.



Comentário: Rev. D. Jordi CASTELLET i Sala (Sant Hipòlit
de Voltregà, Barcelona, Espanha)





Mulher, grande é tua fé





Hoje, frequentemente, escutamos expressões
como já não existe mais fé!, e o dizem pessoas que pedem às nossas comunidades
o batismo de seus filhos ou a catequese das crianças ou o sacramento do
matrimônio. Essas palavras refletem uma visão negativa do mundo, mostra o
convencimento de que em qualquer tempo passado as coisas eram melhores do que
agora e que estamos no fim de uma etapa em que não há nada novo a dizer, nem
tampouco nada de novo a fazer. Evidentemente são pessoas jovens que, em sua
maioria, vêem com certa tristeza que o mundo mudou muito, desde o tempo de seus
pais, que talvez vivessem uma fé mais popular, a qual eles não se souberam
ajustar. Esta experiência os deixa insatisfeitos e sem capacidade de reação
quando, na verdade, quem sabe, não estão às portas de uma nova etapa que
deveriam aproveitar.



Esta passagem do Evangelho chama a nossa atenção para aquela mãe Cananéia que
pede uma graça para sua filha, reconhecendo em Jesus o Filho de Davi: «Senhor,
filho de Davi, tem compaixão de mim: minha filha é cruelmente atormentada por
um demônio!» (Mt 15,22). O Mestre é surpreso: «Mulher, grande é tua fé!», e não
pode fazer outra coisa senão atuar em favor daquelas pessoas: «Como queres, te
seja feito!» (Mt 15,28), ainda que isto não pareça estar em seus planos. Apesar
da realidade humana, a graça de Deus sempre se manifesta.



A fé não é patrimônio de uns quantos, nem tampouco é propriedade dos que se
creem bons ou dos que o foram, ou de quem tem esta etiqueta social ou eclesial.
A ação de Deus precede a ação da Igreja e, o Espírito Santo está atuando já em
pessoas que não havíamos suspeitado que nos trouxessem uma mensagem de parte de
Deus, uma solicitação em favor dos mais necessitados. Diz São Leão: «Amados
meus, a virtude e a sabedoria da fé cristã são o amor a Deus e ao próximo: nada
falta a nenhuma obrigação de piedade a quem procura dar culto a Deus e a ajudar
a seu irmão».